ENVELHECIMENTO: SAÚDE MENTAL E QUALIDADE DE VIDA
ENVELHECIMENTO: SAÚDE MENTAL E QUALIDADE DE VIDA
Autora, Eliana Guedes Portela de Miranda
Declaro que sou autora deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de plágio ou violação aos direitos autorais. (Consulte a 3ª Cláusula, § 4º, do Contrato de Prestação de Serviços).
RESUMO - A vida é uma jornada contínua, com diversas fases, etapas, períodos. O Ser Humano vive num constante processo de desenvolvimento; e, o envelhecimento, faz parte desse desenvolvimento; é um processo natural. Tal desenvolvimento é pessoal, ocorre de forma diferente de pessoa para pessoa. Por isso, cabe a cada um buscar a melhor forma de viver e, consequentemente, de envelhecer. Para a grande maioria das pessoas, é possível fazer escolhas e decidir qual caminho tomar; também é importante ter consciência que, muitas vezes pode precisar de ajuda, seja em qualquer fase, idade e, seja de: amigo; familiar; profissional da saúde ou de todos! Envelhecer não é, e, não pode ser um castigo e sim, uma jornada cumprida completamente, com todas as fases, etapas, períodos ... Tudo completo e preenchido! Viver em sua plenitude. Durante essa jornada, que é a vida, se faz necessário ir adquirindo “ferramentas” para que possa ter um envelhecimento com qualidade, vitalidade, serenidade. Enfim, que possa ter saúde, bem estar e qualidade de vida.
Palavras chave: Pessoa idosa; Saúde Mental; Saúde Mental da Pessoa Idosa; Envelhecimento..
elianaguedes.psicologa@gmail.com
INTRODUÇÃO
O interesse por este assunto surgiu através de atendimentos realizados com pessoas idosas. Uma busca por conhecimento, entendimento desse universo que é o Ser Humano. O envelhecimento com qualidade de vida.
Através da revisão bibliográfica foi possível constatar o que acontece nas diferentes fases/etapas da vida e como contribuir para uma vida mais sadia e equilibrada e, adentrando mais no universo da pessoa idosa.
Como melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas? Promovendo bem estar, equilíbrio.
A saúde mental vai muito além do mental; o Ser Humano é um todo e tudo está envolvido: físico, mental/emocional, social, espiritual e basta um dos aspectos mencionados não estar bem, para o “TODO” ser comprometido.
A saúde mental é um fator muito importante nas relações interpessoais. A atenção e cuidado que temos na nossa parte física, deve estender-se ao campo mental e emocional; aliás, saúde é um todo e está tudo interligado.
SAÚDE MENTAL
Segundo a Declaração de Alma Ata, documento síntese da Conferência Internacional sobre cuidados primários de saúde, 6-12 de setembro de 1978, URSS, afirma que a saúde é estado de completo bem estar físico, mental e social, e não simplesmente a ausência de doença ou enfermidade.
O Comitê de Peritos da OMS definiu Saúde Mental como: “A capacidade de estabelecer relações harmoniosas com os demais e a contribuição construtiva nas modificações do ambiente físico e social”.
P. Bernard disse sobre saúde mental: “Podemos considerar que um indivíduo reage de forma saudável se, no decorrer do seu desenvolvimento, se mostra capaz de uma adaptação flexível diante dos conflitos, de forma que fiquem salvaguardadas as suas necessidades instintivas fundamentais, ao manter a capacidade de suportar as frustrações e a angústia que estas criam”. A existência humana comporta dificuldades e frustrações que podem produzir angústia, percebida como uma sensação desagradável, que nos provoca tensão, mas que, por vezes, tem um aspecto positivo na mobilização da nossa energia. A angústia supõe um sistema de alerta e de ofensiva.
Segundo H. San Martin, eis as características que uma pessoa mentalmente saudável deve ter:
- Não ter sintomas e doença, sentindo-se vital e descontraído.
- Conhecer a si mesmo.
- Manter contato com a realidade, o que implica aceitar as próprias limitações assim como a capacidade em fazer frente às situações vitais com critérios realistas.
- Manter uma vida emocionalmente equilibrada.
- Adaptar-se à vida em sociedade.
- Encontrar motivos de satisfação razoáveis na vida diária.
- Ter convicções acerca do valor pessoal e do sentimento da vida.
- Desenvolver o espírito criador na vida pessoal.
A saúde mental a tempos vem sendo negligenciada. Há um índice elevado, acima de 50%, de pessoas que vão a consultas (cuidados primários) que tem uma perturbação mental diagnosticável.
Vivemos um momento onde a informação é abundante e de fácil acesso; porém, apesar disso, há crenças de que saúde mental não é tratável ou mesmo de difícil tratamento. Há níveis de perturbações mentais e, independente da situação ou nível, haverá tratamento. Felizmente, houve um progresso no sentido do entendimento e tratamento das perturbações mentais; porém, ainda há crenças e negligências a respeito.
Existe um consenso relativo ao tratamento mais eficaz com relação à saúde mental: acabar com os hospitais psiquiátricos; em vez disso, assegurar que as pessoas tenham acesso aos cuidados mais próximos de suas casas e estar integrados à comunidade e à família, mantendo suas atividades quotidianas; ou seja, o oposto em internar, isolar e não dar a possibilidade da pessoa ter uma vida normal.
Política Nacional de Saúde Mental
É uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Saúde, que compreende métodos adotados no Brasil para organizar a assistência as pessoas com necessidade de tratamento (específico em saúde mental). “Abrange a atenção a pessoas com necessidades relacionadas a transtornos mentais como depressão, ansiedade, esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, transtorno obsessivo-compulsivo etc, e pessoas com quadro de uso nocivo e dependência de substâncias psicoativas, como álcool, cocaína, crack e outras drogas.”
As pessoas podem ser atendidas, assim como seus familiares, em qualquer serviço da Rede de Atenção Psicossocial, formada por várias unidades, na rede pública de saúde, de forma integral e gratuita.
Entendendo a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS)
As diretrizes e planos de atuação da assistência de saúde mental no Brasil envolve as 3 esferas de governo: municipal, estadual e federal. Em sua maioria, os atendimentos são realizados no Centro de Atenção Psicossocial - CAPS que está presente em todos os estados, municípios ... Nas unidades do CAPS é prestado serviço de saúde mental de forma aberta e comunitária; formado por equipe multidisciplinar. A ideia é que o indivíduo receba atendimento próximo de onde resida; ou seja, junto a sua família e comunidade.
“Modalidades dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)
CAPS I: Atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 15 mil habitantes.
CAPS II: Atendimento a todas as faixas etárias, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes.
CAPS i: Atendimento a crianças e adolescentes, para transtornos mentais graves e persistentes, inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes.
CAPS ad Álcool e Drogas: Atendimento a todas faixas etárias, especializado em transtornos pelo uso de álcool e outras drogas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 70 mil habitantes.
CAPS III: Atendimento com até 5 vagas de acolhimento noturno e observação; todas faixas etárias; transtornos mentais graves e persistentes inclusive pelo uso de substâncias psicoativas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes.
CAPS ad III Álcool e Drogas: Atendimento e 8 a 12 vagas de acolhimento noturno e observação; funcionamento 24h; todas faixas etárias; transtornos pelo uso de álcool e outras drogas, atende cidades e ou regiões com pelo menos 150 mil habitantes.”
O Governo também mantém um convênio com o CVV (Centro de Valorização da Vida) para prevenção de suicídio e apoio emocional; que permite ligação gratuita em todo território nacional, através do número: 188.
Cuidando da Saúde Mental
Eis um quadro, que consta no site do Ministério da Saúde que ilustra muito bem o quê e como podemos fazer para cuidarmos e/ou melhorarmos nossa saúde mental. Parece, e é simples! Basta colocar em prática.
Qualidade de vida e Hábitos Saudáveis
Quadro Ministério da Saúde - Saúde Mental
O ENVELHECIMENTO
Segundo Birren (2001) envelhecimento é caracterizado pelo progressivo abrandamento da atividade do sistema nervoso e de toda ação humana dele dependente.
A OMS - Organização Mundial da Saúde (2002) define idoso como: indivíduo com 60 anos de idade ou mais. Limite este, válido para os países em desenvolvimento como o Brasil, pois nos países desenvolvidos admite-se um ponto de corte de 65 anos de idade.
Para Moraes e Lima (2010), o envelhecimento representa o conjunto de consequências ou os efeitos da passagem do tempo. Todos os sistemas fisiológicos principais são afetados biologicamente, podendo ser considerado como a involução morto-funcional. Porém, essa involução não impede que a pessoa se mantenha ativa, com autonomia e gozando a vida; já que, do ponto de vista psíquico, o “amadurecimento” ou envelhecimento pode ser sinônimo de sabedoria, experiência e maior compreensão da vida e do sentido da mesma.
O Ser Humano vive diferentes fases durante sua vida; ou seja, vivemos num constante desenvolvimento. Segundo Papaleo (2012), o Ser Humano apresenta oito períodos do desenvolvimento que são: período pré-natal (da concepção ao nascimento); primeira infância (do nascimento aos 03 anos); segunda infância (03 a 06 anos); terceira infância (06 a 11 anos); adolescência (11 aproximadamente a 20 anos); início da idade adulta (20 a 40 anos); vida adulta (40 a 65 anos) e a vida adulta tardia (65 anos em diante).
Demências e síndromes geriátricas
Demência - De acordo com DSM-IV (“Diagnostic and Statistical Manual of Mental” ou Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a característica essencial de uma demência é o desenvolvimento de múltiplos défices cognitivos, que incluem comprometimento da memória e pelo menos uma das seguintes perturbações cognitivas: afasia, apraxia, agnosia ou uma perturbação do funcionamento executivo.
Afasia: a deterioração da função da linguagem. Pode manifestar-se pela dificuldade em nomear pessoas e objetos” (DSM-IV, 2002, p. 148).
Apraxia: diminuição da capacidade para executar atividades motoras, embora a função sensorial e a compreensão da tarefa requerida estarem intactas. irá provocar a diminuição da capacidade de realizar tarefas conhecidas, como escovar o cabelo, acenar ou dizer adeus, cozinhar, vestir-se, etc.
Agnosia: deterioração da capacidade para reconhecer ou identificar objetos. Apesar de manterem intacta a função sensorial. As perturbações da capacidade de execução manifestam-se comumente na demência. “A capacidade de execução envolve a capacidade de pensamento abstrato e de planear, iniciar, sequenciar, monitorizar e parar um comportamento complexo” (DSM-IV, 2002, p. 149). A pessoa tem dificuldade em lidar com novas tarefas e evita situações que requeiram processamento de informação nova e complexa.
Tipos de Demência
Os tipos mais comuns são: demência vascular, demência frontão-temporal, demência dos corpos de Lewy, e a doença de Alzheimer. Sendo a doença de Alzheimer a mais presente, aproximadamente 50 a 75% dos casos de demência e a demência vascular cerca de 15 a 25% (Nunes, 2008).
Segundo Galton (1999), as frequências relativas das causas das demências diferem dependendo da idade (Tabela 1).
Fonte: Adaptado de Ballone (2008)
Por ser a forma mais comum, vamos aprofundar um pouco mais na doença de Alzheimer.
“Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva que se manifesta apresentando deterioração cognitiva e da memória de curto prazo e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais que se agravam ao longo do tempo.”
Em termos neuropatológicos, caracteriza-se pela morte neuronal em determinadas partes do cérebro, com algumas causas ainda por determinar. O aparecimento de tranças fibrilares e placas senis impossibilitam a comunicação entre as células nervosas, o que provoca alterações ao nível do
funcionamento global da pessoa. “As madeixas” neurofibrilhares encontram-se com maior densidade no córtex frontotemporal, no hipocampo, na amígdala, no locus coeruleus e na rafe dorsal, enquanto a maior densidade das placas senis se situa no córtex frontal e no hipocampo (Rue & Spar, 1998).
A causa é desconhecida ainda, mas acredita-se que seja determinada geneticamente.
A doença de Alzheimer tem fases ou estágios. Infelizmente, é progressiva e não há nada que possa ser feito para barrar seu avanço. Segundo informação obtida no site do Ministério da Saúde: “O quadro clínico costuma ser dividido em quatro estágios:
Estágio 1 (forma inicial): alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais.
Estágio 2 (forma moderada): dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos. Agitação e insônia.
Estágio 3 (forma grave): resistência à execução de tarefas diárias. Incontinência urinária e fecal. Dificuldade para comer. Deficiência motora progressiva.
Estágio 4 (terminal): restrição ao leito. Mutismo. Dor à deglutição. Infecções intercorrentes.”
Já Barreto (2005) descreve três fases na evolução da doença: inicial; avançada e terminal.
Na fase inicial verificam-se défices de memória que são normalmente os primeiros sinais, nomeadamente, a nível da memória a curto prazo. O indivíduo é capaz de relatar detalhadamente acontecimentos passados, mas revela dificuldades na sua contextualização temporal e espacial e desorientação, no sentido em que perde a noção de tempo. Com o passar do tempo, a situação vai piorando como: desinteresse, falta no cuidado pessoal e higiene, perturbações de humor (pessimismo), alterações cognitivas cada vez mais importantes até chegar numa incapacidade de realizar tarefas e até se reconhecer. Na fase terminal, a inércia instala-se
Sobre a prevenção do Alzheimer
Ainda não possui uma forma de prevenção específica, mas os médicos acreditam que manter uma boa vida social, bons hábitos (estilo de vida), enfim, manter a cabeça ativa poderia inibir ou retardar a manifestação da doença.
Segundo o Ministério da Saúde, “As principais formas de prevenir, não apenas o Alzheimer, mas outras doenças crônicas como diabetes, câncer e hipertensão, por exemplo, são:
Estudar, ler, pensar, manter a mente sempre ativa.
Fazer exercícios de aritmética.
Jogos inteligentes.
Atividades em grupo.
Não fumar.
Não consumir bebida alcoólica.
Ter alimentação saudável e regrada.
Fazer prática de atividades físicas regulares.”
Como melhorar a saúde mental da pessoa idosa?
Durante esses anos de atendimento, pude perceber que a pessoa idosa, em sua maioria, sente-se muito só e isolada. Por conta de sua vida profissional já ter se findado (aposentadoria); os filhos já criados; as relações sociais vão ficando mais esparsas. Diante disso, a solidão vai ganhando muito espaço. E, muitas vezes, a tristeza também. A vida vai perdendo sentido, significado. Por isso, é fundamental que a pessoa idosa tenha: alguma atividade, amigos ou familiares por perto, alguma atividade física. Enfim, dar continuidade na vida! Não parar, movimentar-se! E, não estar só e isolado.
Hábitos que favorecem a saúde: alimentação saudável, atividade física, atividade ou trabalho em grupo; ou seja, manter um estilo de vida que incluem esses hábitos vão permitir um envelhecimento com mais qualidade. Além disso, vale ressaltar que, a Saúde Mental está vinculada com a Saúde Física e vice-versa; ou seja, é fundamental cuidar do “Todo” e isso significa cuidado integral. Importante mencionar a questão das quedas que se tornam mais presentes na vida da pessoa idosa. “A maioria das quedas acidentais ocorre dentro de casa ou em seus arredores, geralmente durante o desempenho de atividades cotidianas como caminhar, mudar de posição, ir ao banheiro. Cerca de 10% das quedas ocorrem em escadas sendo que descê-las apresenta maior risco que subi-las.”
Segundo Moraes e Lima (2010) supõem que o envelhecimento psicológico diminui a vulnerabilidade do idoso, uma vez que este possui muitas experiências do qual resultou em sabedoria, para assim se relacionar, Suas decisões e modo que escolhe viver são mais racionais, e de certa forma mais inteligente, pois, tem mais maturidade para compreender a vida.
O Ser Humano está sempre buscando algo. O psicólogo Abraham Maslow descreve em sua “Pirâmide das Necessidades”, essa busca: do mais básico até objetivos mais elevados, espirituais. As necessidades básicas ou fisiológicas (água, luz solar, alimento, oxigênio, sexo, etc), ficam na base da pirâmide; depois, vem as necessidades de segurança (segurança do corpo, de emprego, de recursos, da família, da saúde, etc.); necessidades de relações interpessoais (amizade, afeto, companheirismo, família, dar e receber amor); necessidades de estima (respeito pela própria dignidade pessoal, elogio merecido, autoestima, individualidade, identidade sexual, identidade sexual, reconhecimento); necessidades de auto realização e criatividade (auto expressão, utilidade, criatividade, produção, diversão beleza, intimidade, verdade, objetivos espirituais).
Hierarquia das Necessidades
Pirâmide de Maslow
Polo Cultural da Terceira Idade
“O Polo Cultural José Lewgoy – mais conhecido como Polo Cultural da Terceira Idade – foi criado em 2000 e está localizado no bairro do Cambuci, situado na Rua Teixeira Mendes, 262, São Paulo/SP. O Polo Cultural da Terceira Idade é um espaço de convivência, destinado a oferecer oficinas socioculturais, nos campos da cultura, lazer, esporte, educação e saúde, para o estimulo, motivação e sensibilização da pessoa idosa no fortalecimento e integração social.
Público-alvo: Pessoas idosas com idade igual e/ou superior a 60 anos.
No espaço ocorrem 19 oficinas gratuitas:
• Oficina de Capoeira para Idosos
• Oficina de Doação
• Oficina de Yoga
• Oficina de Teatro
• Oficina Radio Taissô
• Oficina Rítmica e Alongamento
• Oficina de Pintura de Tecido
• Oficina da Memória
• Oficina de Padaria Artesanal
• Oficina de Violão
• Oficina Dança de Salão
• Oficina de Tricô / Crochê e Pedras
• Oficina UBS Fisioterapia Preventiva
• Oficina de Dança e Movimentos
• Oficina de Bordados
• Oficina Livre
• Oficina de Inglês
• Oficina de Geroscência
• Oficina de Smartphone”
Estatuto do Idoso
Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, até 2030 o número de brasileiros com mais de 65 anos passará dos atuais 16 milhões para quase 30 milhões de indivíduos. Daí a necessidade de políticas públicas que garantam os direitos do idoso. O país envelhece cada vez mais e o Estatuto do idoso é o resultado de uma preocupação da sociedade com esse novo perfil populacional. Um cenário que pode ser considerado positivo, uma vez que estamos vivendo mais e melhor.
O Estatuto do Idoso foi promulgado em outubro de 2003 (Lei Federal nº 10.741 de 01/10/2003) e recentemente atualizado. O Estatuto veio regular e assegurar o cumprimento dos direitos da pessoa idosa. Ou seja, só o dever moral e ético não foi capaz de assegurar o direito e respeito ao idoso. Por isso, tal respeito e direitos está assegurado na forma de Lei. Direitos fundamentais, eis o artigo 3º: “É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.”
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Talvez um bom envelhecimento seja consequência de uma boa vida; ou seja, como foi o decorrer da vida: as fases, etapas. Muitas vezes, se a bagagem adquirida foi o auto-conhecimento; estilo de vida equilibrado com relação à parte física: alimentação, atividade física, sem vícios; e, a parte emocional: o amadurecimento com serenidade, sabedoria; tal bagagem será benéfica. Caso contrário, a bagagem será só um peso!
Envelhecer é cuidar da bagagem nas diferentes esferas: física, mental, social, espiritual. Ou seja, o envelhecimento “saudável”, com qualidade de vida, depende, primeiramente, da própria pessoa; ela é responsável pelas suas escolhas, pelo seu estilo de vida, pelos seu pensamentos, sentimentos e atitudes. Além disso, as relações interpessoais, as pessoas próximas, sejam: amigos, familiares, profissionais da área da saúde também são muito importantes na vida da pessoa, principalmente na velhice.
Teremos que pesar e equilibrar os ganhos e perdas do envelhecimento. As perdas são muitas: memória, audição, visão; ou seja, questões físicas que diminuem; questões psicológicas também são afetadas. Por outro lado, as pessoas próximas tem que estar presentes e pacientes com os mais velhos. A pessoa idosa tem que sentir-se acolhida, protegida, cuidada pelos seus próximos; pois a solidão é algo que pesa e dificulta uma vida plena. Enfim, “teoricamente”, parece simples, então, teremos que pensar e por em prática a frase que sempre via em ônibus: “Respeitar o idoso é respeitar a si mesmo!”.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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ESTATUTO DO IDOSO. Prefeitura de São Paulo. Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo. Ano 2018.
FADIMAN, J., FRAGER R. Teorias da Personalidade. São Paulo. Editora Harbra. Ano 1986
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Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo - https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/direitos_humanos/idosos/rede_de_atendimento/index.php?p=271100) acesso em 21/09/2020.